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Politiquices: O Debate Quinzenal e o Esboço do Orçamento para 2016

Não tive oportunidade de acompanhar toda a manhã do debate quinzenal de hoje no Parlamento, mas o pouco que ouvi deixou-me apreensivo.

Mais uma vez, as intervenções revestiram-se do carácter sofístico e demagógico que tem modelado o discurso desta classe política. Continuo sem saber se a culpa é nossa – dos cidadãos/eleitores – ou dos políticos.

Pior é ouvir essas palavras – já por si revestidas dos tais sofismas e demagogias – pronunciadas com pontaria certeira de ataque e crítica, tornando o que deveria ser um debate democrático e construtivo, numa luta partidária com arremesso de culpas para as bancadas adversárias. Até parece que o Parlamento não existe para que todos os deputados eleitos democraticamente participem do destino da nação, partilhando, desta forma, responsabilidades e méritos (quando houver lugar para tal).

O atual primeiro-ministro tanto dirigiu as suas respostas para a culpabilização dos outros, em vez do esclarecimento às questões colocadas, que se fartou de meter pregos até ao ponto de chamar, por duas vezes, o deputado Pedro Passos Coelho de primeiro-ministro. Ao ouvi-lo sou obrigado a manter a minha opinião: António Costa não tem o dom da oratória.

Neste debate quinzenal, também descobri que existe uma mudança cultural nas referências utilizadas pelos nossos políticos. Já não se citam grandes pensadores e filósofos políticos, mas sim Sérgio Godinho. Por muito que um concerto de Quim Barreiros me entretenha (refiro-me, claro está, à noite de arraial na Queima das Fitas do Porto), custar-me-á ouvir um deputado citar: «O mundo é um computador/O futuro a internet/Quando eu quero navegar/É só ligar para Lisete.»

Quanto aos esclarecimentos sobre o esboço do Orçamento de Estado para 2016, fiquei a perceber que se baseia na mudança de políticas, que as contas não precisam de ser explicadas e que todos os que têm dúvidas sobre tais contas não percebem nada da poda. António Costa quer carta-branca e pede que confiemos no seu Executivo e na sua capacidade de cumprir os compromissos internacionais, nacionais e “intra-esquerdinos”, ainda que pareçam contraditórios. Quanto mais tempo precisaremos para descobrirmos que nos estão a mentir?

Por falar em mentir, fiquei, igualmente, com a sensação de que os deputados começam a levantar o véu de mais mentiras por parte do anterior Governo. Afinal as medidas temporárias eram estruturais para Bruxelas? Sabem o que o Povo diz: «Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo».

Mas, de todas as intervenções, as palavras de Catarina Martins produziram o maior eco na minha mente. Ou entendi mal, ou o BE está a tomar a postura syrizante de ameaçar as relações com as instituições europeias? Da forma que falou até parece tem a certeza absoluta de que a integração na União Europeia não satisfaz a maioria dos portugueses. Creio que para um político democraticamente eleito poder atacar instituições da União Europeia, deveria primeiro ter a certeza de que a maioria dos cidadãos está de acordo com tal postura. Antes de partirem para o ataque à UE, recorrendo à acérrima e exacerbada invocação dos valores patrióticos, perguntem aos portugueses se querem permanecer na atual União Europeia, submetendo-se, obvimanete, às suas regras. Caso os portugueses prefiram retomar a sua plena soberania, renegando a participação neste projeto europeu, então terão legitimidade para proferir tais acusações e ataques no seio do órgão (que deveria ser o) mais democrático e representativo da República Portuguesa.

Tenho de referir, também, que num debate quinzenal no Parlamento, com a presença do Governo, a ideia é que todos efetuem o debate e o contraditório e não assistir a um elogio exacerbado do trabalho do Executivo por parte da bancada parlamentar que sustenta o Governo. Mas lá está, nós continuamos a pensar que um Governo terá de ter sempre um partido base, existindo uma premissa de lealdade total mútua. Por esse motivo é que as bancadas parlamentares, muitas vezes, falam a uma só voz, omitindo-se a pluralidade das vozes daqueles que foram eleitos. E neste caso, porque não reduzir então o número de deputados?

Eu sei que provavelmente sou EU que estou errado, mas sempre acreditei que os debates quinzenais deveriam promover a discussão entre todos os deputados, cuja função maior é a da defesa dos interesses nacionais e a governação desta grande mansão que é Portugal, acabando por esclarecer os cidadãos sobre como está a ser governado o país. Nos moldes apresentados nos últimos anos, não passam de espetáculos circenses – daqueles mais manhosos, sem bons artistas dignos desse nome.

 

 

TV: O Regresso de The X-Files

A série que me cativou na adolescência e que influenciou a minha preferência por séries e filmes de Sci-Fi e Terror, voltou esta semana. Dia 26 de janeiro marcou o regresso de The X-Files com episódio duplo no canal Fox.

Confesso que, minutos antes das 22h15, estava ansioso. E quando as primeiras imagens da série surgiram no ecrã, bateu fundo aquele sentimento de nostalgia, que atingiu o seu apogeu no momento em que mantiveram o mesmo genérico que me é tão familiar (o criado em 1993 e que se manteve até à 8ª temporada, altura em que tentaram dar continuidade à série sem o Fox Mulder).

Foi tão (tão tão) bom ver que pouco mudou, mantendo assim um fio condutor entre o filme The X-Files: I Want To Believe e o início desta 10ª temporada, de tal modo que era difícil acreditar que, na verdade, se tinham passado quase 8 anos. Fox Mulder, Dana Scully e Walter Skinner (David Duchovny, Gillian Anderson e Mitch Pileggi, respetivamente) estão semelhantes ao que eram quando os conhecemos– o que deveria ser difícil para um ator passados tantos anos -, dando a tal sensação de que não se podem ter passado quase 14 anos desde o final da 9ª temporada e os tais 8 desde o último filme. Na minha perspetiva foi como se nunca tivesse havido uma interrupção, o guião está fiel ao estilo que me lembro, as imagens e os efeitos especiais também. Até tivemos direito a ver o regresso do Smoking Man.

Estou ansioso pelos próximos episódios!

 

 

 Nota: Como não foi possível encontrar o genérico da série, partilho o primeiro minuto do episódio 1 da temporada 10 disponível no canal de The X-Files no Youtube.

 

Politiquices: Presidenciais – Eleições à vista

A campanha eleitoral para as Presidenciais está a chegar ao fim e no domingo temos o direito e dever cívico de depositar o boletim de voto na urna. Mais uma vez, não tenciono ser parte da abstenção e vou lá colocar a cruzinha no candidato que creio ser a melhor opção.

Apesar de ter começado com um candidato em mente, a meio da campanha a dúvida instalou-se entre Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa, candidatos a quem reconheço mérito e capacidade para ocuparem a cadeira da Presidência desta República. Nestes dois últimos dias acabei por tomar a decisão (que creio ser) final.

Ignorando as sondagens recentes, o meu desejo é que seja uma eleição à primeira volta, ganhe quem ganhe, pois estas 2 últimas campanhas (Legislativas 2015 e as Presidenciais 2016) têm tornado a política num circo ainda mais visível. A ideia de apresentar e debater programas foi substituída pelo ataque pessoal e político aos adversários, gerando uma sensação de vazio. Se partirem para uma segunda volta com o mesmo tipo de campanha, certamente continuarão a descredibilizar a Política.

Mais uma vez culpo a classe política atual. São as suas atitudes e omissões que levam a que os cidadãos estejam cada vez mais afastados da vida política e não exerçam o seu direito/dever cívico no dia das eleições.

Votem em quem quiserem votar e como quiserem votar, mas votem! Se não vivemos numa democracia direta, na qual temos a maior Voz e a Voz final, pelo menos usemos a Voz que nos permitem para nos fazermos ouvir.

 

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